O
Android realmente incomodou Steve Jobs.
O
ex-CEO da Apple, morto no último dia 5, afirmou que gostaria de destruir o
sistema operacional do Google e que investiria até o último suspiro na missão.
A declaração foi dada a Walter Isaacson, autor da biografia oficial do
executivo, lançada nesta segunda-feira. "Eu vou destruir o Android porque
ele é fruto de um grande roubo. Estou disposto a entrar nessa guerra
termonuclear", disse Jobs.
Leia
o primeiro capítulo da biografia oficial de Steve Jobs.
A
briga é antiga. Em janeiro de 2007, a Apple lançou o iPhone, dez meses antes do
Android. As estratégias eram diferentes. A companhia de Jobs oferecia um
aparelho atrelado a um sistema operacional. O gigante de buscas, um sistema
operacional para ser adotado por qualquer fabricante, como, de fato, fizeram
Samsung, Motorola e outras. A tática do Google fez com que seu sistema ultrapassasse
o rival e assumisse a dianteira do mercado.
Ocorre
que Eric Schmidt, CEO do Google à época, fazia parte do conselho diretor da
Apple. Com o lançamento do Android, as empresas, que antes mantinham uma
convivência pacífica, se tornaram rivais. Em 2009, Schmidt renunciou ao cargo
na Apple.
A
gota d'água para Jobs, contudo, foi o lançamento do celular Nexus One, em
janeiro de 2010. O primeiro aparelho assinado pelo Google e fabricado pela HTC
enfureceu o CEO da Apple, que não economizou insultos ao se referir ao
produto. Para ele, o smartphone violava patentes da Apple.
Em
março de 2010, Jobs e Schmidt se encontraram em Palo Alto para tratar do assunto.
Furioso, Jobs disparou: "Eu não preciso do seu dinheiro. Se você me
oferecer cinco milhões de dólares, não irei aceitar sua proposta. Eu só quero
que você pare de usar minhas ideias no Android."
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