Invasores não chegaram a modificar configuração do equipamento.
Uma comissão do congresso norte-americano que
avalia as relações entre os Estados Unidos e a China deve revelar em novembro
que dois satélites foram invadidos por hackers, A comissão acredita que o
ataque pode ter sido realizado por chineses, mas afirma que não há provas para
envolvimento do governo ou do exército chinês.
Os satélites comprometidos foram o Landsat-7, que
sofreu interferência em outubro de 2007 e julho de 2008, e o Terra AM-1, cuja
operação foi comprometida por dois minutos em junho de 2008 e mais nove minutos
em outubro do mesmo ano. Os invasores teriam conseguido acesso a sistemas de
controle e poderiam ter danificado os satélites, mas isso não ocorreu.
Os equipamentos são controlados a partir de uma
estação localizada na ilha de Spitsbergen, na Noruega. A estação
“rotineiramente utiliza a internet para transferir arquivos e informações”,
segundo o relatório. A comissão norte-americana afirma que, embora o ataque o
ataque não represente um perigo imediato para os EUA, o ocorrido mostra que
outros satélites, usados para espionagem ou monitoramento, também podem ser
atacados de forma semelhante.
O Landsat-7 é operado USGS, o centro de pesquisas
geológicas dos Estados Unidos e monitora ocorrências de terremotos e outros
eventos. O Terra AM-1 é resultado de uma cooperação internacional, mas é
operado pela NASA para coletar informações climáticas e de poluição.
Envolvimento chinês
O relatório
da comissão norte-americana afirma que há evidências de que os responsáveis
pelo ataque tem fluência em língua chinesa e têm ou já tiveram contato próximo
com o país asiático. Não existe, porém, prova de envolvimento do governo.
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